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NA EXPLORAÇÃO DE RECURSOS MINERAIS E HIDROCARBONETOS

  • Defende o Professor Catedrático luso, Fernando Tavares Rocha

O Professor Catedrático Fernado Tavares Rocha, da Universidade de Aveiro, em Portugal, defendeu hoje, na cidade de Montepuez, em Cabo Delgado, que Moçambique deve adoptar políticas públicas coerentes, que levem a sustentabilidade dos recursos minerais e hidrocarbonetos, presentemente explorados de forma intensa e sem que se pense no futuro.

Este académico falava na conferência internacional sobre recursos minerais e hidrocarbonetos, organizada pela Universidade Rovuma (UniRovuma), a decorrer em Montepuez de hoje até Quinta-feira.

Tais políticas devem ser acompanhadas pelo aumento da capacidade inspectiva na indústria extractiva, pela educação das comunidades e a cooperação internacional, de forma a que se reduzam os inúmeros riscos que advêm dessa actividade, de modo a torná-la cada vez mais sustentável.

Ao apresentar o tema sobre “Matérias-primas minerais críticas: contributo para o desenvolvimento sustentável”, o académico luso defendeu, ainda, que se firmem compromissos entre as comunidades e os governos visando estabelecer-se regras em torno desta actividade, não somente em Moçambique como também noutros quadrantes do planeta.

“Hoje em dia verifica-se, em todo o mundo, uma enorme pressão sobre os recursos minerais e hidrocarbonetos”explicou Fernando Rocha, acrescentando que alguns países avançaram no estabelecimento dessas regras, mas que a sua implementação enfrenta sérios entraves.

Fernando Rocha deixou claro que apesar dessa pressão sobre os recursos humanos e hidrocarbonetos, há mais 30 anos que no mundo não se descobre uma nova mina, deixando transparecer tais recursos, a qualquer momento, podem esgotar-se.

Ele ressalvou, contudo, que o conhecimento que o homem tem sobre a existência ou não de mais recursos minerais e hidrocarbonetos no planeta Terra é “muito ínfimo”, daí a necessidade de se adoptarem políticas sustentáveis de exploração destes recursos, que levem, ao mesmo tempo, a um desenvolvimento sustentável do próprio homem.

Por outro lado, a fonte precisou que toda actividade económica desenvolvida em diferentes vertentes depende da indústria extractiva, embora cresçam em todo o mundo ondas de manifestações populares contra este ramo.

“O carácter agressivo da indústria extractiva é um dilema que se enfrenta em todas sociedades”, acentuou Fernando Rocha, sublinhando que “as próprias pessoas que se manifestam, continuamente, contra esta indústria são as mesmas que usufruem os benefícios que esta trás para as suas vidas”.

Decorrendo sob o lema “Perspectivando o Desenvolvimento Integrado de Moçambique”, a conferência é o primeiro evento que a Universidade Rovuma – Extensão de Cabo Delgado organiza desde que se criou, saída da extinta Universidade Pedagógica de Moçambiqque.

A mesma termina na Quinta-feira, com apresentação de diversificados temas relacionados com os recursos minerais e hidrocarbonetos e mesma decorre com a parceria da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), da Montepuez Ruby Mining, da Tmcel e da Hyper Montepuez, Limitada.

Vasco da Gama